A bicha flâneur e a cidade do futuro: utopia queer em “A seita”

Autores

  • Henrique Rodrigues Marques Universidade Estadual de Campinas

Palavras-chave:

Cinema queer, Cinema brasileiro, Cidade, Flaneurismo, Ficção científica

Resumo

Nos últimos anos, nota-se, no cinema brasileiro, o surgimento de uma vasta produção que reflete discussões de movimentos sociais sobre diferentes questões urbanas, como gentrificação, especulação imobiliária e ocupação do espaço público. Através da análise fílmica do longa-metragem pernambucano de ficção científica A seita (A SEITA, 2015), o presente artigo pretende discorrer sobre o modo como o pensamento queer pode contribuir para o debate sobre usos políticos do espaço público no contexto nacional. Partindo de reflexões sobre a relação entre sexualidade e cidade de diferentes teóricos queer, com especial atenção ao Sul Global, buscaremos inserir o filme analisado dentro de um panorama de debates sobre a luta de direito à cidade em Recife. Articulando conceitos como o “flâneur perverso” de Paul Preciado (2017), a “utopia queer” de José Esteban Muñoz (2019) e o “espaço queer” de Bobby Benedicto (2013), discutiremos o modo como o discurso fílmico nos propõe, através do uso da ficção científica, a imaginação não apenas de uma nova cidade possível, mas também de uma outra futuridade possível para sujeitos queer que habitam o Sul Global.

Biografia do Autor

Henrique Rodrigues Marques, Universidade Estadual de Campinas

É graduado em Imagem e Som, Mestre em Multimeios e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Multimeios da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Desenvolve pesquisas sobre o cinema brasileiro por uma perspectiva queer. Tem experiência na área de Cinema, atuando principalmente nos seguintes temas: cinema queer, cinema brasileiro, cinema de gênero, ficção especulativa, road movie e cinema contemporâneo.

Publicado

2021-12-21